Desafio “Todos em cena” – Viajando no espaço sideral!

Você já teve vontade de viajar? Já viajou para lugares muito diferentes da tua cidade? Ou será que você nunca foi nem para outro bairro?

Hoje nosso monstro vai fazer uma viagem, mas antes disso vamos conversar para descobrir onde as pessoas da tua casa já foram. Pergunte para teus pais, teus irmãos, pessoas que estão com você em casa, quais são os lugares para onde elas já foram. Peça para elas contarem um pouco sobre um destes lugares. Não precisa ser um país distante, pode ser uma praça bonita, uma rua legal ou um cantinho do qual ela se lembre.

Como todos nós não podemos sair de casa, essa será uma viagem intergaláctica!

Será que em outros planetas também chegou o corona vírus? Acho que não, então lá vamos nós, viajar para o espaço sideral!

Você pode vir sendo você mesmo ou pode ser o teu monstro ou monstra que faça esta viagem. O mais importante é começar se preparando para levantar voo! Não esqueça de fazer uma contagem regressiva: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, voandoooooo!!!

Voa alto, com todo teu corpo, para chegar lá no espaço e aproveita para olhar tudo o que tem no espaço. Você pode dar uma primeira parada na lua e lembre que lá a gente se move de maneira bem diferente, como se nosso corpo estivesse cheio de ar, como se a gente tivesse virado uma bexiga.

Depois da lua, vai visitando outros planetas e em cada um você deve se movimentar de uma maneira diferente: pode ser que em um deles todos tenham que se arrastar, em outro tenhamos que rolar, em mais um a gente se movimente como se fossemos bonecos de pau e muitas outras possibilidades que você vai inventar.

Quando já tiver passeado por muitos planetas (você pode pesquisar quais são os planetas do Sistema Solar) e já estiver cansado, é hora de voltar para casa!

Na volta, dá uma passada no Ler o mundo: https://leromundo.com.br/, minha amiga Suca tem dado um monte de ideias legais para desenhar.

Ops, não esquece de lavar as mãos assim que chegar, para nenhum corona te pegar!

 

Desafio “Todos em cena” – Uma casa para teu monstro

Todas as pessoas moram em algum lugar! Todos os seres e até mesmo os objetos também. E os monstros? Devem morar em lugares diferentes como eles.

A proposta de hoje é de que você comece observando a tua moradia, a tua casa. Observe não apenas com os olhos, mas também com os ouvidos e com o nariz. Perceba a tua casa comparando-a com teu corpo. Quantos de você cabem na tua cama? E no teu quarto? Será que você consegue encostar em duas paredes da tua cozinha de braços abertos?

Observe também outras casas. Vá até a janela e veja quais casas você consegue espiar. Como será que os moradores de lá vivem? Procure nos livros e na internet outras maneiras de viver diferentes da tua. Você pode pesquisar casas de vários lugares do mundo ou casas de bichos.

Junte tudo o que você observou e pesquisou e construa a casa do teu monstro. Ela pode ter um tamanho bem variado, pode ser uma casona se você tiver muito espaço, mas pode ser uma casa em cima da tua cama ou até mesmo bem menor! Casas debaixo da escada ou de mesas costumam ser muito aconchegantes!

Arrume a casa de teu monstro ou tua monstra, coloque algum objeto para que ela fique mais parecida com ele ou mesmo um desenho!

Depois é só aproveitar e fazer tudo o que você quiser lá!

Aproveite para ver as possibilidades de desenhos sobre monstros no Ler o mundo: https://leromundo.com.br

Desafio “Todos em cena” – Criando um monstro

Este é o primeiro post do desafio “Todos em cena”.

Cada dia será uma proposta, para encontrarmos maneiras criativas de lidar com essa pandemia que está deixando todo mundo de ponta cabeça!

Passarmos o tempo todo pensando no risco do corona vírus vai deixar cada um de nós com menos forças para nos protegermos. Então, vamos tomar todos os cuidados e colocar a cabeça e o corpo para imaginar!

Já que estamos com medo deste vírus-monstro, que tal brincar de monstro para driblar esse medo?

A proposta de hoje é imaginar um monstro e representá-lo.

Você não vai imaginar ficando parado, só pensando, você vai imaginar com o corpo em movimento. Por isso, abre espaço na sala, no quarto ou mesmo na cozinha e imagina:

  • Começa a andar investigando como esse monstro anda;
  • Senta e levanta várias vezes e descobre como ele senta. Será que este monstro tem duas bundas ou várias pernas?
  • Dança uma música que você adora e descobre como este monstro dança! Será que é uma monstra?
  • Fala um pouco, dá uns gritos e pesquisa qual a voz da sua monstra. Será que ele/ela falam grosso ou fino? Alto ou baixo? Como se tivesse a boca cheia de água?

Se você achou difícil imaginar um monstro, dá uma olhada no livro “Onde vivem os monstros” que muitas ideias virão na tua cabeça! Os bichos da natureza também são uma ótima fonte de inspiração.

Dá uma olhada na proposta do site Ler o mundo https://leromundo.com.br/ e veja todos os desenhos que você pode fazer! Lá tem desafio de desenhos de monstroooos. 

Todo dia uma cena nova!

Apresentações teatrais na Educação Infantil

As apresentações teatrais são muito frequentes na Educação Infantil. Possivelmente pela idade das crianças e sua condição de, por vezes, não saber relatar oralmente o que faz na escola, ou ainda, por não existirem provas de verificação de aprendizagem nesta faixa etária (ainda bem!). O fato é que muitas escolas de Educação Infantil estão buscando maneiras de apresentar para os pais o trabalho feito no decorrer do ano.

“Amantes no céu azul” de Marc Chagall

As apresentações artísticas costumam ser escolhidas para que as crianças possam demonstrar o quanto dominam melhor seus movimentos e sua fala, para que possam demonstrar a capacidade de aprender uma música ou uma sequência coreográfica. Já falei sobre este tema no post “É preciso apresentar uma peça para os pais?”, que você pode acessar em http://teatronasaladeaula.com.br/e-preciso-apresentar-uma-peca-para-os-pais/ .

Na Educação Infantil precisamos entender inicialmente que as crianças estão na fase de vivenciar o faz-de-conta e que o brincar de fazer-de-conta que é alguém que ela não é, é fundamental para sua compreensão do mundo, para sua elaboração sobre o que acontece em sua vida, para vivenciar, em um espaço protegido, as muitas situações que ela precisa compreender para saber como vive-las na realidade.

O sentido do faz-de-conta para a criança pequena denota que a presença de plateia não é uma necessidade, ao contrário, pode ser uma grande limitação para o ato de brincar. Quem já viu uma criança interromper sua brincadeira quando nota que está sendo observada?

Floresta de Paul Cézanne

Então, como apresentar uma peça para pais de crianças da Educação Infantil?

Tornando-os parte da brincadeira!

Fazer com que os pais interajam e desta forma possam observar o desenvolvimento de seus filhos é uma ótima solução para apresentar “uma peça teatral” nesta fase da vida.

Isto parece muito sem graça para você?

Então transforme a brincadeira propondo um espaço ficcional, permitindo o uso de figurinos e adereços, incluindo uma trilha sonora. Crie um ambiente ficcional no qual alunos e pais possam interagir e demonstre tudo o que as crianças puderam aprender e se desenvolver desta maneira. Junto ao aprendizado, os pais poderão observar o quanto seus filhos podem criar e se divertir dentro da escola!

A máscara

A máscara é um elemento presente no teatro desde tempos longínquos! No “Dicionário do Teatro Brasileiro” (SESCSP e Ed. Perspectiva) encontramos a seguinte definição: É aquilo que encobre o rosto, o corpo, ou partes do rosto e do corpo. Transforma o mascarado em outro ser, tornando-o um arquétipo. Representa uma ideia, um tipo ou os anseios de uma comunidade ou de indivíduos. Está presente em todas as culturas, utilizada em rituais ou festas populares. Marca o início do teatro.”

Algo que identificamos em todas as culturas, desde quase sempre, certamente é algo para ser observado com mais atenção. Por que será que a confecção de máscaras é tão significativa para a humanidade?

Certamente podemos responder esta pergunta com considerações psicológicas, sociológicas ou circunscrita no campo da cena, mas o fato é que a confecção de uma máscara é algo que pode solicitar de quem a faz diferentes questionamentos sobre o que ele pretende representar, sobre como representar, sobre quais materiais utilizar.

Disponível em https://www.facebook.com/R.IbericaMascara/photos/mascaras-do-teatro-grego-muitas-com-mais-de-2100-anos/1718245368241456/

A máscara pode ser escolhida em uma cena como forma de uniformizar um grupo. Os coros no Teatro Grego faziam uso de máscaras que davam esta unidade, tendo a função de estilizar ou caricaturizar o rosto. No post no qual comento sobre a peça “A trágica história de Édipo Rei” (em http://teatronasaladeaula.com.br/a-tragica-historia-do-rei-edipo/) é possível ver imagens das máscaras utilizadas nesta representação atual deste texto de Sófocles.

Na Comédia dell’Arte as máscaras definem as características de cada um dos personagens, o que permite que possamos identificar o personagem pela máscara.

 

Disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/

Ao escolhermos o trabalho com máscaras em sala de aula é importante definirmos com precisão qual será sua função, pois poderemos lançar mão de uma máscara para padronizar e esconder o rosto e as expressões de todos, mas também podemos utilizar este elemento cênico como uma maneira de potencializar emoções e características da personagem.

Vale sempre lembrar que a construção de uma máscara poderá ser um processo potente, seja de conhecimento de si ou do personagem que cada um irá representar.

A Trágica História do Rei Édipo

Assisti esta peça no Sesc Jundiaí, dia 28 de setembro, um dia depois de sua estreia.

Quando a peça começou gostei tanto dos figurinos, que pensei que seria o que mais me encantaria em toda a montagem! Eles são lindos  e permitem um olhar para as personagens, especialmente para o coro, que mistura a tragicidade deste texto com o fato de serem pessoas da cidade de Tebas. As máscaras permitem que você descubra quão significativo pode ser este recurso na criação de um personagem.

Eu adoro este texto, foi o que eu escolhi para estreia aqui no blog da aba dramaturgia, onde comento diferentes textos teatrais, veja em http://teatronasaladeaula.com.br/dramaturgia/. Assistir uma montagem de Édipo é sempre um risco, risco de não alcançar a potência do texto, risco de não ser tão boa quanto outras já vistas.

Esta me cativou logo de cara com os figurinos, o jogo de luz foi o segundo aspecto que me permitiu adentrar as cenas e já seria o bastante para recomendar que você saia de casa para ir ao teatro!

Mas as cenas finais emocionaram! Tanto Jocasta (interpretada por Victória Camargo), como Édipo (interpretado por Felipe Hofstatter) dão conta da contundência deste momento tão trágico que é a descoberta de Édipo sobre si mesmo.

As fotos deste post são de André Leão, disponíveis em https://www.facebook.com/praxisreligarte/

Se você não conhece o texto, leia! Se você nunca viu esta peça montada, não perca a chance. Não fosse está uma postagem curta, eu poderia falar sobre o Tirésias e o menino, que fazem um jogo no qual os dois se amalgamam ou sobre a menina do coro que canta lindamente. Se quiser saber mais, não perca a próxima apresentação. Para conhecer sobre o trabalho do grupo, entre em https://www.facebook.com/praxisreligarte/

 

Cia. De Teatro Práxis-ReligArte

Adaptação e Direção: Alexandre Ferreira

Cenário, Figurino e Adereços: Juliana Fernandes e Vinícius Ribela

Iluminação: José Luiz Fagundes

Sonoplastia: Alexandre Ferreira

Terrenal – Pequeno mistério ácrata

“Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, sucesso de público e críticas, *dia 13 de Abril – Sábado 19H, no teatro do SESC Jundiaí*. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.


Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Fotos deste post são de Lenise Pinheiro/Folhapress

Foi nesta apresentação de dois dias atrás que assisti esta peça. Um bom motivo para vê-la é a atuação do elenco, motivo sempre suficiente para qualquer peça, afinal, nem sempre temos um grupo de atores que vale a pena ser visto. Neste caso, vale! Envolvem, emocionam, atuam de maneira que me faz dar vontade de ir ao teatro, mesmo em uma noite chuvosa.

Como se a atuação não bastasse, o texto é lindo, o cenário cumpre sua função de maneira poética, colocando o espectador em um movimento mental de relações múltiplas e a sonoplastia é deliciosa. A peça conta com um músico/ator que faz com que a sonoridade do espetáculo seja tocante.

Tudo isso já basta? Sim, mas tem mais! A peça aborda a contemporaneidade, a situação política vivida na atualidade, as relações de poder, o olhar para a necessidade de riqueza, as relações humanas. Vale muito! Saia de casa, descubra onde assistir e aproveite.

Nasce uma estrela

O título deste post nos remete ao filme homônimo, estreado recentemente, mas já filmado outras três vezes, do qual eu assisti apenas a versão de 1976 e os 40 anos que me separam deste feito, me impedem de lembrar algo significativo sobre a trama. Mas gosto do título!

No teatro a ideia de uma estrela em cena é recorrente. Ser uma estrela, ser famosa, ter destaque em uma montagem teatral, dar autógrafos. Glamour mais associado ao cinema, porém presente não apenas na história recente do teatro, mas no imaginário de muitos aspirantes a esta profissão.

Vale a pena pensarmos o motivo deste desejo, para além da obsessão pelo sucesso, da nossa sociedade atual.

A perspectiva de ser uma estrela que brilha mais do que as demais em cena, está fundada em uma visão do trabalho de ator no qual o desenvolvimento pessoal é o caminho para o próprio aperfeiçoamento, onde cada um precisa trabalhar seu corpo, sua voz, sua capacidade expressiva. Uma sequência de “eus” sob o foco. Evidentemente, somos únicos nesta vida e há sempre um caminho pessoal que vamos traçando, mas o trabalho teatral é essencialmente um trabalho de grupo.

No caso específico do teatro-educação, para o qual este blog se dedica, estamos sempre falando de grupo e desta forma pouco nos serve a perspectiva de uma estrela, de alguém que se destaca, de alguém que será o primeiro ator ou a primeira atriz, ainda que esta denominação não seja dada.

Trabalhar a criação coletiva é, certamente, o percurso de maior aprendizagem, seja para as possibilidades expressivas, seja para a vivência da troca, do ser junto, do compartilhar. Não há dúvida de que existem saberes e práticas conceituais do campo do teatro importantes de serem aprendidas, mas serão mais significativas quando este aprendizado reafirmar o respeito ao humano de cada um e dos grupos com os quais convivemos.

Sons e sensações

Para quem?

Todas as idades.

Condições necessárias:

Uma sala que permita movimento.

Materiais necessários:

Um aparelho de som.

 

Imagem disponível em https://www.clausvonoertzen.com/works/

Como acontece?

Inicie esta proposta com todos os participantes deitados de forma relaxada. Informe que colocará diferentes sons e que eles devem imaginar uma cena para cada som colocado. É importante que sejam escolhidas músicas diferentes e também sons variados, como do fundo do mar ou de uma britadeira furando o chão. Depois deste momento de escuta imaginativa, faça uma roda e peça que compartilhem as imagens provocadas pelos sons. Esta conversa é muito interessante para que o grupo possa perceber que os estímulos sonoros não causam as mesmas imagens mentais, nem as mesmas sensações.

Depois desta primeira proposta, forme grupos e dê uma mesma orientação para uma cena improvisada, que pode ser cotidiana ou fantástica, o que importa é a possibilidade de perceberem a maneira pela qual o som interfere na cena.

Alguns exemplos de cenas possíveis são: um jantar em família, uma viagem em um foguete, uma caminhada na floresta, uma reunião de trabalho etc.

Cada grupo irá definir quem é quem na cena e algumas referências espaciais. Lembre-se que será a mesma cena para todos, o que vai mudar é o som que será tocado em cada uma delas.

Depois de feitas todas as improvisações, converse novamente com todos questionando quais as interferências decorrentes do som.

Para continuar

Uma possibilidade de desdobramento desta proposta é de que seja dado um sentimento predominante para a cena e cada grupo escolha a música ou o som que será utilizado para auxiliar na composição da cena e na caracterização do sentimento proposto.

Como criar uma sonoplastia?

A sonoplastia é o som da cena, caso você tenha uma ideia muito vaga sobre este assunto, pode ler o post “O som da cena”, publicado neste blog em 26/07/2017, lá você irá encontrar algumas dicas sobre onde pesquisar mais sobre este assunto.

Imagem disponível em https://lugaresdoinvisivel.github.io/objetossonoros.html

Mas se você está no meio de uma montagem e não sabe bem por onde começar para a criação da sua sonoplastia, aqui vão algumas dicas:

A primeira questão a se colocar é qual a função do som na sua cena? Você quer que o som crie um clima ou que cause um estranhamento? Você quer que o som seja uma vinheta de algo que irá ocorrer diversas vezes? Quer incluir músicas temas dos personagens?

Pode ser que a cada uma destas perguntas você tenha tido uma resposta positiva, então talvez seja necessário fazer algumas escolhas para que sua peça não fique uma colcha de retalhos sem qualquer harmonia.

Outro aspecto a definir é sobre quem irá escolher as músicas ou os sons a serem incorporados nas cenas. Uma opção possível é a de contratar um sonoplasta. É possível, mas incomum em montagens escolares. Embora um sonoplasta possa dar contribuições riquíssimas ao trabalho educativo, no caso de não contar com um, você também poderá fazer uma parceria com o/a professor/a de música da escola. Supondo que a escola na qual você trabalhe não tenha ninguém com formação em música, ficamos com o ditado “se não tem tu, vai tu mesma!”. E ainda daremos uma de Polyana e vamos observar as vantagens da sonoplastia ser feita por quem dirige a peça, e quase sempre é responsável também pelo figurino, cenário, iluminação…

A primeira vantagem desta possibilidade é que será uma ótima oportunidade de ampliação do teu repertório musical, que ficará arquivado como mais um recurso a ser usado também em outros trabalhos. A outra vantagem é que você acompanha todo o percurso e poderá saber detalhes que outros desconhecem.

Outra possibilidade é que a sonoplastia seja criada juntamente com os alunos/atores. Eles podem trazer sugestões de músicas para além das suas e a melhor forma de escolher costuma ser realizando a cena com as diferentes sugestões e observar qual ajuda melhor em sua construção.

O uso de instrumentos, objetos sonoros também deve ser considerado, dentre as múltiplas possibilidades. Não seja econômica na experimentação, tente soluções variadas, inclusive aquelas que possam lhe parecer pouco prováveis, pois esta será a melhor maneira de descobrir qual o som que contribui mais para o trabalho dos alunos/atores e também para o diálogo com a plateia.

Não esqueça que o silêncio também é uma escolha possível!