Desafio “Todos em cena” – Ser uma bola!

 

Você tem cachorro em casa? Ou gato? Ou será que você tem um tatu-bola?

Se você tem algum destes bichos, comece a observar como é que eles se enrolam. Claro que o tatu-bola é o que fica mais redondinho, mas gatos e cachorros também parecem uma bolinha quando estão encolhidos. Ou uma bolona, se eles são muito grandões!

A brincadeira de hoje é de ser bola!

Fique no maior espaço da tua casa, onde tem menos objetos em volta e de preferência, onde o chão não seja áspero. Feito isso, deite no chão e comece a se enrolar, enrole o braço para que ele fique pertinho do tronco, as pernas também! Não esqueça que as mãos também podem ficar enroladas para dentro e até o pulso gira como se tivesse uma bola dentro dele.

Depois que você virou uma bola, comece a rolar!

Vai rolando por todos os cantos da tua casa, rola para um lado e para o outro e de vez em quando para no meio do caminho e observa como é tua casa do ponto de vista de uma bola.

Quando você terminar de rolar na tua casa, escolhe uma música calma que você goste, ou pede para alguém escolher para você e começa a ser uma bola de ar, voando pelo espaço. Se puder fechar os olhos e imaginar esse lugar por onde você está voando, melhor!

É muito gostoso ser uma bola de ar voando por aí!

Se você também gosta de desenhar, dá uma olhada na sugestão da Suca e desenha gatos e cachorros: https://leromundo.com.br/curso/unidade/20nV6an5/

Desafio “Todos em cena” – Corpo régua

Hoje é dia de linha e de retas no nosso desafio!

Para começar gruda o corpo na parede e tenta ficar o mais reto que você puder! Vamos experimentar movimentos retos. Uma coisa boa para te ajudar é imaginar que você engoliu um monte de réguas e que tem uma bem grande no teu tronco, outra no teu braço esquerdo, outra no direito, uma na perna esquerda e outra na direita.

 

Depois de engolir as réguas imaginárias, você vai começar a andar pela casa como um boneco de pau. Presta atenção em quais movimentos você precisa fazer para conseguir se mexer sem quebrar as réguas que estão dentro do teu corpo.

Agora que você já explorou o espaço e já sabe se movimentar, você vai fazer uma lista de como é essa personagem tão reto. O que será que ela gosta de fazer? E de comer? Será que ela gosta das coisas todas arrumadas ou bagunçadas? Será que ela gosta de jogar um jogo? Será que tem amigos?

Se você tiver alguém para encenar junto com você, façam um encontro das personagens retas! Como elas se abraçam? Como elas brincam juntas? E na hora de comer, como será que a comida chega na boca?

Não fica aí pensando nas respostas! Vai experimentando com o corpo e você ser esse personagem cheio de retas em vários momentos do dia. Quando cansar, fica bem molenga, como se as réguas tivessem virado massinha.

A brincadeira de hoje foi inspirada no desenho que a Suca inventou. Dá uma olhada lá no Ler o mundo.

Boa cena!

Desafio “Todos em cena” – Virando minhoca

“Hoje é domingo

Pede cachimbo

Cachimbo é de barro

Bate no jarro

Jarro é de ouro

Bate no touro

Touro é valente

Bate na gente

Gente é fraco

Cai no buraco

Buraco é fundo

Acabou-se o mundo!”

 

Gente é fraca???

Nada disso. Gente é valente e nossa maior valentia hoje é mostrar que sabemos ficar calmos e felizes em casa!

E para ficarmos calmos vamos aproveitar a sabedoria do nosso corpo.

Começaremos deitando em um lugar confortável e o mais silencioso possível para podermos escutar, vamos escutar nossa respiração, nosso coração, os barulhos que tem dentro de casa, os barulhos que tem lá fora de casa e até mesmo os barulhos da nossa barriga. Você pode respirar fundo e soltar todo o ar, enquanto isso escute se o som de respirar fundo é diferente do som de respirar normalmente. O melhor é fazer isso de olhos fechados, porque para quase todo mundo, os ouvidos escutam melhor se não estamos vendo nada.

Depois de ter escutado todos os sons, você vai abrir os olhos e começar a se movimentar como se fosse uma minhoca, bem devagar. Tua minhoca vai aos poucos virar um bicho-preguiça, que poderá caminhar lentamente pela tua casa, escutando os sons dos outros lugares da casa.

Se em algum momento você sentir pressa dentro de você, fecha os olhos mais um pouco e escuta tua respiração, para que a tranquilidade volte para o teu corpo.

Quando o bicho-preguiça tiver passado por toda a casa, escolhe um canto gostoso de sentar e imita os sons que você ouviu com tua voz e teu corpo. Você terá uma orquestra de sons!!!

O que será que a Suca vai inventar de desenho para hoje? Ela ainda não me contou! Vamos lá ver: https://leromundo.com.br/

Desafio “Todos em cena” – Carro, balão, foguete, trem…

Bom dia pessoal, chegamos no dia 4 do nosso desafio e ontem cada um fez sua viagem para vários planetas.

Hoje vamos investigar os meios de transportes que existem no nosso planeta, aqui na Terra!

Faça uma lista de todos os meios de transporte que você conhece, podem ser transportes terrestres, marítimos e aéreos. Você pode escrever ou desenhar cada um deles, mas o mais importante é você colocar cada um deles em cena.

Para coloca-los em cena, você precisa saber das características de cada um: de que material é feito, como se movimenta, se faz barulho ou não, se sai algum cheiro e tudo o mais que você conseguir descobrir.

E quando você já souber, corpo em movimento: faça pequenos transportes dentro da tua casa. Você pode ir do quarto até a cozinha e de lá para a sala, ou pode ir de uma parede para a outra. Escolha quem você irá transportar, pode ser um boneco, um bichinho ou mesmo um objeto que precise ser levado de um lugar para outro.

Lembre-se de mudar teu meio de transporte! Você pode começar sendo uma bicicleta, passar a ser uma canoa, depois um balão e quantos mais meios de transporte você conhecer!

Minha amiga Suca, do Lero o Mundo, me contou que lá tem boas ideias de desenho de transportes hoje. Dá uma espiada: https://leromundo.com.br/

Desafio “Todos em cena” – Viajando no espaço sideral!

Você já teve vontade de viajar? Já viajou para lugares muito diferentes da tua cidade? Ou será que você nunca foi nem para outro bairro?

Hoje nosso monstro vai fazer uma viagem, mas antes disso vamos conversar para descobrir onde as pessoas da tua casa já foram. Pergunte para teus pais, teus irmãos, pessoas que estão com você em casa, quais são os lugares para onde elas já foram. Peça para elas contarem um pouco sobre um destes lugares. Não precisa ser um país distante, pode ser uma praça bonita, uma rua legal ou um cantinho do qual ela se lembre.

Como todos nós não podemos sair de casa, essa será uma viagem intergaláctica!

Será que em outros planetas também chegou o corona vírus? Acho que não, então lá vamos nós, viajar para o espaço sideral!

Você pode vir sendo você mesmo ou pode ser o teu monstro ou monstra que faça esta viagem. O mais importante é começar se preparando para levantar voo! Não esqueça de fazer uma contagem regressiva: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, voandoooooo!!!

Voa alto, com todo teu corpo, para chegar lá no espaço e aproveita para olhar tudo o que tem no espaço. Você pode dar uma primeira parada na lua e lembre que lá a gente se move de maneira bem diferente, como se nosso corpo estivesse cheio de ar, como se a gente tivesse virado uma bexiga.

Depois da lua, vai visitando outros planetas e em cada um você deve se movimentar de uma maneira diferente: pode ser que em um deles todos tenham que se arrastar, em outro tenhamos que rolar, em mais um a gente se movimente como se fossemos bonecos de pau e muitas outras possibilidades que você vai inventar.

Quando já tiver passeado por muitos planetas (você pode pesquisar quais são os planetas do Sistema Solar) e já estiver cansado, é hora de voltar para casa!

Na volta, dá uma passada no Ler o mundo: https://leromundo.com.br/, minha amiga Suca tem dado um monte de ideias legais para desenhar.

Ops, não esquece de lavar as mãos assim que chegar, para nenhum corona te pegar!

 

Desafio “Todos em cena” – Uma casa para teu monstro

Todas as pessoas moram em algum lugar! Todos os seres e até mesmo os objetos também. E os monstros? Devem morar em lugares diferentes como eles.

A proposta de hoje é de que você comece observando a tua moradia, a tua casa. Observe não apenas com os olhos, mas também com os ouvidos e com o nariz. Perceba a tua casa comparando-a com teu corpo. Quantos de você cabem na tua cama? E no teu quarto? Será que você consegue encostar em duas paredes da tua cozinha de braços abertos?

Observe também outras casas. Vá até a janela e veja quais casas você consegue espiar. Como será que os moradores de lá vivem? Procure nos livros e na internet outras maneiras de viver diferentes da tua. Você pode pesquisar casas de vários lugares do mundo ou casas de bichos.

Junte tudo o que você observou e pesquisou e construa a casa do teu monstro. Ela pode ter um tamanho bem variado, pode ser uma casona se você tiver muito espaço, mas pode ser uma casa em cima da tua cama ou até mesmo bem menor! Casas debaixo da escada ou de mesas costumam ser muito aconchegantes!

Arrume a casa de teu monstro ou tua monstra, coloque algum objeto para que ela fique mais parecida com ele ou mesmo um desenho!

Depois é só aproveitar e fazer tudo o que você quiser lá!

Aproveite para ver as possibilidades de desenhos sobre monstros no Ler o mundo: https://leromundo.com.br

Apresentações teatrais na Educação Infantil

As apresentações teatrais são muito frequentes na Educação Infantil. Possivelmente pela idade das crianças e sua condição de, por vezes, não saber relatar oralmente o que faz na escola, ou ainda, por não existirem provas de verificação de aprendizagem nesta faixa etária (ainda bem!). O fato é que muitas escolas de Educação Infantil estão buscando maneiras de apresentar para os pais o trabalho feito no decorrer do ano.

“Amantes no céu azul” de Marc Chagall

As apresentações artísticas costumam ser escolhidas para que as crianças possam demonstrar o quanto dominam melhor seus movimentos e sua fala, para que possam demonstrar a capacidade de aprender uma música ou uma sequência coreográfica. Já falei sobre este tema no post “É preciso apresentar uma peça para os pais?”, que você pode acessar em http://teatronasaladeaula.com.br/e-preciso-apresentar-uma-peca-para-os-pais/ .

Na Educação Infantil precisamos entender inicialmente que as crianças estão na fase de vivenciar o faz-de-conta e que o brincar de fazer-de-conta que é alguém que ela não é, é fundamental para sua compreensão do mundo, para sua elaboração sobre o que acontece em sua vida, para vivenciar, em um espaço protegido, as muitas situações que ela precisa compreender para saber como vive-las na realidade.

O sentido do faz-de-conta para a criança pequena denota que a presença de plateia não é uma necessidade, ao contrário, pode ser uma grande limitação para o ato de brincar. Quem já viu uma criança interromper sua brincadeira quando nota que está sendo observada?

Floresta de Paul Cézanne

Então, como apresentar uma peça para pais de crianças da Educação Infantil?

Tornando-os parte da brincadeira!

Fazer com que os pais interajam e desta forma possam observar o desenvolvimento de seus filhos é uma ótima solução para apresentar “uma peça teatral” nesta fase da vida.

Isto parece muito sem graça para você?

Então transforme a brincadeira propondo um espaço ficcional, permitindo o uso de figurinos e adereços, incluindo uma trilha sonora. Crie um ambiente ficcional no qual alunos e pais possam interagir e demonstre tudo o que as crianças puderam aprender e se desenvolver desta maneira. Junto ao aprendizado, os pais poderão observar o quanto seus filhos podem criar e se divertir dentro da escola!

Explorando máscaras

Para quem?

Crianças da educação infantil e fundamental I

Condições necessárias:

Uma sala que permita movimento.

Materiais necessários:

Máscaras para todos os alunos

Como acontece?

Disponível em https://bandnewsfmcuritiba.com/exposicao-reune-mascaras-africanas-em-curitiba/

Organize a sala com um círculo de máscaras e peça para os alunos sentarem na frente de uma delas. A escolha do local para sentar deverá ser de acordo com a máscara de interesse. É possível que algumas máscaras sejam iguais ou todas diferentes umas das outras.

A escolha por utilizar máscaras de personagens conhecidos, como super-heróis pode gerar conflitos, mas não necessariamente.

Peça que inicialmente cada um coloque sua máscara e dialogue com seu colega, sentado ao seu lado, buscando falar e mover-se conforme o personagem. Caso não sejam máscaras de personagens conhecidos, proponha que observem a máscara por um tempo, e possam desta forma descobrir algumas características deste personagem.

É importante ressaltar que a caracterização se dará no decorrer da conversa e de toda a proposta.

Proponha então, que caminhem pela sala buscando formas particulares destes personagens andarem e que, conforme um sinal dado por você, eles irão parar em frente a um colega e contar algo sobre a vida deste personagem.

Esta exploração poderá ter diferentes desdobramentos, com a criação de cenas ou com a troca das máscaras.

Para continuar

Proponha que façam grupos e definam um encontro destes personagens, que poderá ser uma festa, uma reunião de trabalho, um passeio na floresta ou em qualquer outro local que faça sentido para os personagens. Depois de definido poderão improvisar a cena, buscando interagir com as características do personagem criado.

A Trágica História do Rei Édipo

Assisti esta peça no Sesc Jundiaí, dia 28 de setembro, um dia depois de sua estreia.

Quando a peça começou gostei tanto dos figurinos, que pensei que seria o que mais me encantaria em toda a montagem! Eles são lindos  e permitem um olhar para as personagens, especialmente para o coro, que mistura a tragicidade deste texto com o fato de serem pessoas da cidade de Tebas. As máscaras permitem que você descubra quão significativo pode ser este recurso na criação de um personagem.

Eu adoro este texto, foi o que eu escolhi para estreia aqui no blog da aba dramaturgia, onde comento diferentes textos teatrais, veja em http://teatronasaladeaula.com.br/dramaturgia/. Assistir uma montagem de Édipo é sempre um risco, risco de não alcançar a potência do texto, risco de não ser tão boa quanto outras já vistas.

Esta me cativou logo de cara com os figurinos, o jogo de luz foi o segundo aspecto que me permitiu adentrar as cenas e já seria o bastante para recomendar que você saia de casa para ir ao teatro!

Mas as cenas finais emocionaram! Tanto Jocasta (interpretada por Victória Camargo), como Édipo (interpretado por Felipe Hofstatter) dão conta da contundência deste momento tão trágico que é a descoberta de Édipo sobre si mesmo.

As fotos deste post são de André Leão, disponíveis em https://www.facebook.com/praxisreligarte/

Se você não conhece o texto, leia! Se você nunca viu esta peça montada, não perca a chance. Não fosse está uma postagem curta, eu poderia falar sobre o Tirésias e o menino, que fazem um jogo no qual os dois se amalgamam ou sobre a menina do coro que canta lindamente. Se quiser saber mais, não perca a próxima apresentação. Para conhecer sobre o trabalho do grupo, entre em https://www.facebook.com/praxisreligarte/

 

Cia. De Teatro Práxis-ReligArte

Adaptação e Direção: Alexandre Ferreira

Cenário, Figurino e Adereços: Juliana Fernandes e Vinícius Ribela

Iluminação: José Luiz Fagundes

Sonoplastia: Alexandre Ferreira

Ser_Tão de Origem

Assisti a esta peça rodeada de adolescentes em Louveira, em uma manhã gelada deste mês de agosto. A peça começou e eu me incomodei com a luz da plateia que continuava acesa, pensando se alguém teria esquecido de apagá-la. Vicio de professora-diretora que fica pensando em tudo de uma apresentação, mesmo quando não é responsável por ela! Mas aos poucos já estava dentro das histórias que resgatam a origem desta região que é hoje dividida em várias cidades, mas que já foi somente Jundiaí, cidade que adotei como minha morada.

Gostei das histórias, as cenas são poéticas, mas gostei ainda mais da perspectiva histórica proposta. A concepção de que a história se constrói nas diferentes versões apresentadas é sutilmente repetida na fala de um dos personagens. A peça nos coloca na condição de integrantes de uma reunião que decidirá qual a versão oficial sobre a fundação da cidade e eu já estava gostando muito das possibilidades apresentadas nas cenas por vezes engraçadas, por vezes intensas ou românticas.

As fotos deste post são de Gabriel Santos

Mas eu gostei mesmo de como ela termina! No programa podemos ler: “O convite é para olharmos o passado buscando entender a complexidade das relações de poder que escrevem a História, exercício que nos parece fundamental para a construção do futuro e, sobretudo, para a percepção de que a história não está dada. Que está em fazimento no instante agora, que somos responsáveis por ela e que os muitos futuros possíveis resultam de pequenas escolhas individuais.”

E foi, no final da peça que pudemos desejar um futuro para este grupo de pessoas que se encontrou no Salão de Eventos da Secretaria de Cultura de Louveira, expressando nossos desejos para uma comunidade, onde ninguém passe fome, onde a desigualdade não exista, onde as pessoas tenham direito à educação, onde o acesso à arte seja para todos, onde possamos assistir peças de teatro que nos emocionem e nos façam desejar!

Para saber onde serão os próximos espetáculos, você pode acessar https://sertaodeorigem.wixsite.com/sertaodeorigem?fbclid=IwAR0_M4Qeun6SNU3qafF811BKmPtPBnHInHkeQSQBAvoQgdkv6bfQztRNQ6g Não perca!

Ficha técnica:

Direção: Alice Possani

Dramaturgia: Tábata Makowski

Elenco: André Farias, Caroline Ungaro, Cristiano Meirelles, Tábata Makowski e Victória Camargo