Marie e a descoberta luminosa

Descoberta luminosa já é algo atrativo para uma cena teatral, mas em se tratando da vida de Marie Curie, os motivos para se sentir atraído por esse espetáculo se multiplicam.

Começo a falar do cenário, lindo em suas muitas transformações e com suas caixas de chumbo que se abrem em imagens poéticas. Tanto o cenário, como a roupa do contrarregra fazem referências a necessidade de que os objetos pessoais e de pesquisa de Marie tenham ficado guardados em caixas de chumbo, para evitar a radiação.

Claro que a iluminação tem um destaque necessário e é feita de maneira a nos colocar no clima das descobertas e dos laboratórios de pesquisa onde essa mulher fantástica viveu.

A sonoplastia também nos transporta para os momentos de suspense ou de alegria retratados e a canção polonesa cantada mais que uma vez em cena permite uma aproximação com esse país que fala uma língua tão diferente da nossa, mas onde as crianças também são ninadas com canções cantadas de pais para filhos.

Marie e a descoberta luminosa é a terceira peça da trilogia sobre mulheres cientistas. Você pode ler aqui no blog sobre Maria e os insetos e sobre Mary e os monstros marinhos. Você também pode saber mais sobre a Companhia Delas de Teatro, acessando o site ou o Instagram do grupo.

A atuação das atrizes é, assim como nas outras duas montagens, deliciosa. Elas misturam leveza com energia, possuem uma alegria contagiante que certamente envolve as crianças que estão ali no teatro.

 

Eu, que não sou criança faz tempo, também me senti envolvida por elas, pela Marie Curie e pela importância de termos montagens teatrais que reafirmem o papel fundamental das mulheres e da ciência no nosso mundo!

PS: Adorei os bigodinhos!!!

FICHA TÉCNICA
Idealização: Companhia Delas
Direção: Rhena de Faria
Dramaturgia: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Paula Weinfeld e Rhena de Faria
Elenco: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld
Figurinos e Adereços: Mira Haar
Cenário e Iluminação: Marisa Bentivegna
Trilha Sonora Original: Arthur Decloedt
Direção de Movimento: Fabrício Licursi
Consultoria de Mágica: Ricardo Malerbi
Consultoria Científica: Cau Vianna, Marinês Domingues Cordeiro e Samara M. A. A. Polido
Consultoria de História Polonesa: Monika Dowbor e Darius Andrzej Operação de som: Samuel Gambini
Operação de luz: Sylvie Laila
Técnico de Palco: Lucas Luciano
Locução: Fábio Espósito
Produção Executiva: Cecília Magalhães, Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld
Assistência de produção: Yumi Ogino
Design gráfico: Lorota
Fotos: Ligia Jardim
Apoio Institucional: Goethe-Institut São Paulo
Coordenação e Administração: Cecília Magalhães
Produção Geral: Conjunto da Obra Produções Artísticas

Crianças criam o cenário

Para quem?

Crianças da Educação infantil, podendo ser utilizado para outras idades

Condições necessárias

Uma sala com espaço para montagem de espaços, preferencialmente com ganchos e varais.

Também pode ser feito ao ar livre, em um parque ou em um corredor ou na quadra, enfim, lugares que tenham a melhor configuração, seja pelo tamanho, seja pela diversidade de recursos.

Materiais necessários

Panos, caixas, gravetos, fitas, potes, papéis coloridos, objetos variados que possam se transformar.

Como acontece?

Você pode partir de uma história, de um tema de interesse ou de um assunto que esteja sendo pesquisado pelas crianças.

A proposta é que as crianças irão criar o espaço no qual irão brincar ou encenar.

Um dos caminhos possíveis é simplesmente contar uma história ou ler um livro e propor que o espaço no qual a história se passa seja criado pelas crianças. Para isso é importante que você tenha organizado previamente o lugar onde será criado e os materiais que poderão ser utilizados.

Outra opção é que depois de contar a história, você escolha, em uma conversa com as crianças, quais os espaços que serão montados, definindo os materiais necessários e dividindo o grupo, quando ele for muito grande, para que todos possam participar.

A organização em pequenos grupos é fundamental para que todas as crianças possam fazer parte da montagem e se envolvam com a proposta.

A ideia desta proposta é que as crianças escolham o que montar e como montar, com o adulto dando apoio para que elas possam resolver aquilo que for muito difícil.

Esta proposta poderá acontecer em vários dias, ou em somente um, mas certamente serão diferentes quando feitas com um planejamento e preparação prévias ou tudo no mesmo dia. Não há uma solução melhor que a outra, são diferentes maneiras de organizar e propor e cada grupo poderá se organizar melhor a depender de sua configuração ou do momento.

 

Para saber mais:

Você pode ver outras propostas de trabalho com o cenário aqui neste blog, ou no canal do YouTube do Circularte. Acesse os links a seguir:

Criando cenários

O jogo do cenário

YouTube Circularte Educação

Enquanto você voava, eu criava raízes

“Em ‘Enquanto você voava, eu criava raízes’ nenhuma palavra é dita, a dramaturgia é guiada pelos corpos em diálogo com as artes visuais, o cinema, a dança e o teatro. Nesse navegar por várias linguagens, os significados também se apresentam diversos e chegam ao público em camadas múltiplas e plurais. Assim, entre sonho e realidade, somos apenas um emaranhado de sombras e luzes, diante do imensurável, da imensidão e do mistério do abismo.” – trecho da sinopse no catálogo.

Assisti esta apresentação no Sesc Santo Amaro, em São Paulo em abril de 2023. O espetáculo começa e já te coloca no silêncio ao conseguir um escuro completo, sem frestas, que será compreensível por todos os efeitos de luz que são parte estruturante da montagem.

Vagamos, junto dos corpos dos dois atores, em uma caixa mágica que cria uma alteração da nossa percepção espacial, rompendo a linha da terra em um diálogo entre os dois, o céu e as profundezas.

Você poderia pensar que todos estes recursos técnicos e os efeitos são o que há de mais impactante nesta apresentação, mas não! O trabalho corporal de cada um dos dois é impressionante e o que eles criam poeticamente é lindo.

Fica de olho, acompanhe a dupla no Instagram e vá na próxima apresentação.

Direção, dramaturgia, cenografia e performance: André Curti e Artur Luanda Ribeiro
Música original: Federico Puppi
Iluminação: Artur Luanda Ribeiro
Cinotécnica: Jessé Natan