Cenas de pinturas

John French Sloan, McSorley’s Bar, 1912, Detroit Institute of Arts

Para quem?

Todas as idades

Condições necessárias

Um espaço amplo

Materiais necessários

Um projetor e um computador Nenhum.

Honoré Daumier, A carruagem de terceira classe, 1862–1864

Como acontece?

A ideia central dessa proposta é de criar cenas partindo de pinturas ou desenhos realistas, que retratem situações diversas.

Comece escolhendo com os alunos artistas que os interessam e faça uma leitura de algumas obras de arte de um ou mais artistas.

A primeira parte desse exercício utiliza uma mesma pintura para todo o grupo.

Vocês farão uma leitura da obra, permitindo que os alunos comentem suas impressões e reflexões sobre o que essa obra gera, para então poder fazer uma apresentação ou uma pesquisa sobre a obra e o artista que a pintou.

Depois disso a ideia é criar cenas inspiradas pela obra.

Você pode questionar o grupo com perguntas como:

  • O que estava acontecendo nesse lugar dez minutos antes desse instante?
  • Para onde essas pessoas foram quando esse momento passou?
  • O que essas pessoas sentiam?
  • Por que estavam realizando essa ação?
Bonjour, Monsieur Courbet, 1854.

Depois partam para uma representação na qual cada um irá escolher um dos personagens e reproduzir seus gestos na pintura, para então passar a descobrir como esse personagem se movimenta, fala, age.

Esse exercício pode ser feito com os alunos representando várias pessoas retratadas na pintura, até escolher alguma com a qual se identifique mais.

Depois desse momento, divida a turma em grupos e peça para cada um criar uma cena que seja inspirada em tudo o que exploraram da obra, mas que não precisa ser uma cópia da cena.

 

Será interessante comentar com o grupo as diferentes cenas criadas pelos grupos.

Explorando uma tragédia grega

Para quem?

Adolescentes e adultos

Condições necessárias

Uma sala com espaço amplo, que permita exploração teatral.

Materiais necessários

Texto a ser utilizado. É possível escolher qualquer tragédia grega como ponto de partida, mas sugiro Prometeu Acorrentado de Ésquilo. A sugestão desta peça deve-se ao fato de Prometeu ter feito uma ação em desobediência a Zeus, dando o fogo para os humanos.

Como acontece?

Primeiro momento: leitura da peça em voz alta, com os alunos revezando os personagens. Uma possibilidade é de que vários alunos leiam sempre o coro.

Segundo momento: Improvisar sobre as diferentes maneiras pelas quais Prometeu se movimenta ao estar acorrentado.

Terceiro momento: Escolher algumas frases da peça para serem ditas e explorar a maneira pela qual serão ditas

Quarto momento: Fazer uma conversa sobre a motivação de Prometeu para doar o fogo para os humanos e sobre quais ações seriam equivalentes na atualidade.

Caso você queira conhecer um pouco sobre outras tragédias gregas, veja os posts de Édipo Rei, Édipo em Colono, Os Persas e Medeia.

Finais diferentes

Para quem?

Qualquer idade

Condições necessárias

Uma sala com espaço amplo, que permita exploração teatral.

Materiais necessários

Nenhum

      

Como acontece?

Essa proposta tem como inspiração o livro “histórias para Brincar” de Gianni Rodari, do qual escrevi no post anterior e que você pode acessar aqui. Caso você tenha como utilizar uma das histórias do livro, será melhor. Se não tiver, use outra história.

A ideia é interromper uma história antes que chegue ao final e então dividir o grupo em subgrupos para que cada subgrupo invente um final diferente.

O ideal é que seja uma história desconhecida de todos, para que as pessoas não fiquem influenciadas pelo final já conhecido.

Depois de ter deixado um tempo para que inventem o final, peça que todos os grupos representem o final imaginado, encenando a situação, mesmo que ela não contemple o número de pessoas do grupo.

Outra possibilidade é que o final tenha o mesmo número de personagens que as pessoas do grupo, ainda que na história tivesse um número bem menor ou bem maior. Nesse caso o grupo terá que encontrar motivos para que os personagens desapareçam ou para que outros personagens sejam criados.

História com os pés

A brincadeira de hoje começa com uma massagem nos pés, amassando cada cantinho, sentindo todos os dedos e todos os ossos. Você já reparou como os pés são ossudos?

Depois de deixar os pés bem preparados para se movimentarem e entrarem em cena, você irá coloca-los para o alto, de tal forma que eles possam se movimentar com total liberdade, sem nenhuma preocupação em terem que carregar todo o resto do teu corpo.

Foto de Valeria Boltneva no Pexels

Coloque uma música e faça teus pés dançarem. Com eles lá para cima, descubra quais os movimentos que eles podem fazer. Eles podem dançar sozinhos ou acompanhados, um com o outro.

Quando você já tiver descoberto muitos movimentos dos teus pés juntos e acompanhados, você irá criar um personagem para cada pé. Talvez um deles seja um gato e o outro um cachorro! Pode ser que eles sejam dois gatos, bem amigões um do outro. Talvez teus pés não queiram ser animais, mas sim pessoas ou mesmo objetos.

Depois que você tiver escolhido quais os personagens dos teus pés, é hora de arrumar o figurino que será a melhor maneira de compor teu personagem de pé!

Com os personagens completos, é hora de começar a cena. Claro que você poderá experimentar várias ações diferentes para criar qual a cena mais gostosa de fazer. Você pode variar: de vez em quando começar a cena e descobrir o que acontece nela e outras vezes, inventar tudo só no pensamento e depois representar com teus pés.

Os pés poderão representar em muitos lugares, não só lá no alto, balançando. Eles podem estar apoiados nas paredes, em um banquinho, dentro de uma caixa e até mesmo no chão!!!

Divirta-se com teus pés, eles ficarão contentes de terem tanta atenção só para si!